Terça-feira, 13 de Novembro de 2007

Trajes de Viana do Castelo

Traje de Trabalho, Coitio…

Era um fato usado, essencialmente, nas fainas do monte (lenha, mato) e do campo (sacha, ceifa, vindima).

São constituídos geralmente por saias de “fraldilha” ou lã vulgar com riscas miúdas em tons escuros, forro preto ou vermelho, pernas nuas ou com peúgas, socos ou botas de cano alto.

No homem, calça de "fraldilha", camisa de linho e nos pés, tamancos ou chancas.

 

Fig. 1: Traje de Trabalho

      

 

Ir à fonte, erva

   Traje mais cuidado que o de trabalho, mudava o lenço da cabeça pondo também um ao peito e trocava de avental para ir mais airosa, não fosse o caso de aparecer algum moço disposto a cortejá-la.

   O homem usava chapéu de palha, camisa e calça de linho, faixa preta ou vermelha e nos pés, tamancos ou "chancas".

 

Fig. 2: Traje de ir à fonte/erva

  

Domingar, Namorar

   Traje usado aos Domingos para namorar e para pequenos trabalhos como ir à feira, à missa ou ao terço.

Podia se fazer pequenas tarefas como por exemplo dar de comer ao gado.

   São constituídos por saia branca de linho ou estopa, lisas ou “avergastadas”, forro vermelho, azul ou preto, aventar de tear à s riscas ou de “tapete”, colete de trespasse, camisa de linho com pregas de “impresa” ou franzidos bordados a ponto cruz com linha azul, peúgas, lenço de algodão, e nos pés, socos.

 

Fig. 3: Traje de domingar/namorar

 

Lavradeiras, festa, romaria

   Traje usado pela moça no dia dedicado ao Santo Patrono, era também chamado “traje de festa”, de “luxo” ou “fato de moda”.

   Lenços com fundo vermelho, com franjas e ramagens, camisa branca de linho bordada a azul nos punhos e ombreiras, colete com barra de veludo preto e  bordado a “vidrilho”, lã e missangas, avental de fundo vermelho, algibeira com bordados a missangas, meias brancas de algodão, chinelas pretas bordadas

   O homem apresentava chapéu Braguês, de aba larga, ao ombro jaqueta preta, camisa de linho bordada com o nome do dono e muitas vezes com uma quadra de amor. Na cinta, umas quantas voltas de faixa vermelha segurava as calças. Meia branca e sapato preto com “atilhos”.

  

Fig. 4: Lavradeira/festa/romaria

 

Meia Senhora, Morgada

   Este traje era sinónimo de casa farta, boa lavoura, soalhos encerados, etc.

   Podemos destacar deste traje a substituição da algibeira pelo saco de mão, casaquinha justa, lenço na cabeça, saia comprida feita com tecidos de cores lisos ou floridos, chinelas ou botinhas.

 

 Mordoma

   A moça de levava este traje estava encarregada de assistir à missa “da Festa” com uma vela votiva, se tal vela se apagasse denunciava que a jovem já não era virgem. Traje de cor preta, era por vezes feito em azul significando que a mordoma tinha posses e não o utilizaria para se casar.

   Constituído por casaca, era substituída quando fazia calor por colete e camisa muito trabalhada nos ombros, saia comprida, avental de veludo, algibeira decorada, meias rendadas, chinelas lisas ou bordadas. Na mão, tapada com um lenço de amor, a vela votiva, ramo de andor ou palmito.

  

                                               

                            Fig. 5: Traje de Morgada/Meia Senhora

Noivos, Casamento

   Diz-se também que o Traje de Noiva, duma beleza inigualável, era usado pela moça na sua primeira "mordomia" isto é, se o possuía ou se tinha posses para o mandar fazer, servindo-lhe depois para com ele se casar e com ele ser enterrada (casamento e mortalha).

   Ela leva na cabeça lenço branco ou tule bordado de pontas caídas, casaquinha bordada a “vidrilho”, mangas e gola rendadas a branco e segurando o ramo, um lenço de amor bordado com frases amorosas, normalmente escritas durante o namoro, meias brancas de algodão rendadas e chinelas pretas com laço.

  Ele leva chapéu, camisa bordada a branco, casaca, calça, faixa, meias brancas e sapato preto.

 

Fig. 6: Traje de noivos

  

Tocatas, Rusgas

   Formada por acordeões, cavaquinhos, viola e ferrinhos, a tocata é parte imprescindível do nosso Grupo, tal qual aqueles tocadores e cantadeiras se juntavam, a convite dos caseiros das grandes quintas, em agradecimento à simpatia que tinham pelo Senhorio, quando a merenda, após as duras jornadas no campo era “bem regada”.

   Também era frequente ouvir-se cantar “ao desafio”, acompanhado da tocata ou duma simples concertina. Nas espadeladas e estopadas, na sacha, na vindima, ouviam-se vozes femininas cantando a duas ou três vozes, pelas belas moças do lugar.

   Na ida para a Romaria, nos trabalhos do campo, na eira durante a esfolhada e a malhada, a música sempre esteve presente nas “gentes” minhotas, inclusive pela noite dentro quando estava luar.

 

                                                Fig. 7: Tocatas/Rusgas

 

 

 

                               

Publicado por viananamaior às 09:43
Link do post | Comentar

Mais sobre nós

Pesquisar neste blog

 

Maio 2008

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
13
14
15
16
17

18
19
21
22
23
24

25
26
27
28
29
30
31


Posts do blogue

Reflexão sobre o trabalho...

Classificação dos partici...

Classificação dos partici...

Classificação dos partici...

Classificação dos partici...

Fotografias do concurso

Questionário (Parte I)

Questionário (Parte II)

Divulgação do concurso

Agradecimentos

Entrevista ao director do...

Gastronomia

Louça de Viana

Bordados de Viana

Tradições Rurais

Teatro Municipal Sá de Mi...

Igrejas

Ponte Eiffel

Estátua de Viana

Da Praça Quinhentista à m...

Praça da República

Forte/Castelo Santiago da...

Igreja, Citânia e Elevado...

Trajes de Viana do Castel...

Ouro do Minho

Principais lendas da cida...

S. Salvador do Adro a Via...

Arquivos

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Janeiro 2008

Novembro 2007

Outubro 2007

blogs SAPO

subscrever feeds