Terça-feira, 8 de Janeiro de 2008

Igrejas

Igreja de S. Domingos

 

Por oposição à Igreja Matriz de Viana do Castelo, a Igreja de S. Domingos é a Igreja Paroquial de Monserrate. É assim designada popularmente, apesar de ser devotada a Santa Cruz. É uma magnífica igreja do estilo Renascença.

            A Igreja de S. Domingos pertencia ao antigo Convento de S. Domingos, tendo sido iniciada a sua construção em 1563. O seu fundador foi o Arcebispo D. Frei Bartolomeu dos Mártires. A primeira missa decorreu no dia de S. Domingos, 4 de Agosto, do ano de 1571, embora os trabalhos só se concluíssem em 1576, data esta que se encontra gravada no fecho do arco do pórtico da entrada.

            Quanto ao exterior, a sua fachada, obra do artista limiano João Lopes (filho) e desenho do arquitecto dominicano Frei Júlio Romero, é toda em granito.

            Relativamente ao interior, apresenta uma planta em cruz latina, tendo situado na capela-mor um túmulo de mármore com os restos mortais do santo arcebispo D. Frei Bartolomeu dos Mártires.

                                      

                                 Fig. 1: Interior da Igreja de S. Domingos

Igreja Matriz de Viana do Castelo

 

A Igreja Matriz de Viana do Castelo é a Igreja Paroquial de Santa Maria Maior e é a mais emblemática das igrejas devotadas pelos vianenses devido à sua qualificação e simbolismo. Aquando da criação da Diocese, a 3 de Novembro de 1977, passou a designar-se de Sé Catedral.

            Começou a ser construída no reinado de D. João I em 1400 e foi terminada em 1483, sendo um templo românico-gótico que os habitantes de Viana ajudaram a pagar a edificação.

            Quanto ao exterior, o seu frontispício é todo feito em granito e possui duas torres quadrangulares coroadas de merlões: na torre Sul vêem-se as armas de D. Afonso V e na torre Norte vêem-se o antigo monograma de Viana, o sino e o relógio.

            Relativamente ao interior apresenta uma planta em cruz latina. No braço direito existe a histórica Capela dos Mareantes; no braço esquerdo encontra-se a antiga Capela dos Clérigos; entre a Capela dos Clérigos e o corpo da capela-mor pode ver-se a maravilhosa Capela Renascença dos Fagundes.

            De todo o seu interior magnífico salientam-se várias capelas majestosamente trabalhadas e decoradas, pinturas e imagens de arte sacra, variadas talhas, valiosas pratas e preciosas esculturas.

            Ao longo da sua história, a actual Sé Catedral sofreu, pelo menos, dois incêndios: um em 1656 que deteriorou a capela-mor, a sacristia principal e muitas preciosidades e outro em 1806 que consumiu quase todo o recheio artístico.

                                        

                                      Fig. 2: Igreja Matriz

 

Santuário de Nossa Senhora da Agonia

 

            Inicialmente, no local onde hoje se encontra o Santuário de Nossa Senhora da Agonia, ficava o Morro da Forca, que era um morro rodeado de rochedos e sombreado por meia dúzia de pinheiros mansos, onde eram executados os condenados à morte. Como era bem visível do mar, o Morro da Forca servia para colocar a bandeira anunciadora da peste endémica.

            O Santuário de Nossa Senhora da Agonia está, por isso, profundamente ligada ao mar não só pela sua localização exposta aos ventos agrestes do Sudoeste, mas também pela força interior da sua Imagem devota que inspira protecção incondicional aos Pescadores e a fisionomia plástica, de estética natural do mar e ondulante.

            O actual Santuário teve origem, portanto, numa pequena ermida que foi reedificada e aumentada diversas vezes, a última das quais em 1873 sendo da autoria de André Soares. É do estilo Barroco.

            Quanto ao interior pode admirar-se uma talha Neoclássica e seis retábulos de estilo Rococó; obras de arte; quadros a óleo do pintor italiano Pascoal Parente.

            O Santuário de Nossa Senhora da Agonia possui dois exemplares raros ambos da autoria do entalhador João de Brito: um deles é a valiosa obra do púlpito, fazendo-o o único em Viana do Castelo e o outro é o órgão em talha. Encontra-se ainda no Santuário, numa urna envidraçada, a múmia de S. Severino.

            Só em 1744 a capela surge devotada a Nossa Senhora da Agonia passando a ser a santa padroeira dos pescadores. No Santuário, a imagem de Nossa Senhora da Agonia  é uma imagem de roca, setecentista, envolta em manto e túnica de seda na cor roxa da Paixão e credora de grande devoção em Viana do Castelo, sobretudo das gentes do meio piscatório e da marinhagem enraizada na Ribeira.

 

                                                                   

                                        Fig. 3: Capela da Nossa Senhora da Agonia

Publicado por viananamaior às 10:45
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